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Dia dos Queijos Artesanais de Minas é comemorado nesta quinta-feira

Por: FCDL MINAS GERAIS 16 de maio de 2024
Dia dos Queijos Artesanais de Minas é comemorado nesta quinta-feira

Desde 2017, os Queijos Artesanais de Minas têm um dia especial para chamar de seu. Oficializada pela Lei Estadual 22.506, a data é celebrada anualmente em 16 de maio.

O Queijo Minas Artesanal (QMA) é o tipo de queijo artesanal mais produzido no estado, feito a partir de leite cru, em pequenas propriedades rurais, utilizando receitas tradicionais e familiares, que preservam a identidade cultural do povo mineiro. Hoje, 10 regiões produzem o QMA: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro.

A produção do queijo envolve mais de 30 mil famílias no estado, de acordo com o último levantamento da Emater. A movimentação financeira com as vendas gira em torno de R$ 6 bilhões ao ano.

Ao longo dos anos, o Sebrae Minas tem trabalhado para garantir a qualidade, identidade e origem dos queijos mineiros. Uma das principais ações é a criação da marca território que identifica a origem dos queijos locais. O objetivo é agregar valor e impedir que outros queijos de características semelhantes se apropriem indevidamente da origem do produto.

“O reconhecimento de regiões produtoras delimita as áreas de produção e permite que os produtores se organizem e direcionem ações para a conquista de novos mercados. Ao mesmo tempo, viabiliza o apoio de instituições e entidades de fomento e extensão rural. Além disso, a notoriedade do queijo e as características de cada região permite que consumidor passe a valorizar não só o produto em si, mas as histórias e tradições de onde ele é originado”, afirma Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.

Os produtores também recebem orientações sobre a importância do trabalho em grupo e do associativismo. Além disso, têm reformulando suas práticas de produção, com os devidos cuidados sociais e sanitários, aprimorando a gestão de seus negócios. “O Sebrae Minas tem sido importante na organização da base produtiva, fortalecendo as associações regionais de produtores, no apoio à melhoria da qualidade dos produtos e na gestão das propriedades, na maioria pequenos negócios familiares. O resultado se reflete no aumento do faturamento médio dos produtores, na inserção de novos mercados e no desenvolvimento econômico das regiões”, explica Marcelo Silva.

Reconhecimento 

O processo de preparo do Queijo Minas Artesanal (QMA) permanece praticamente o mesmo desde o século XVIII, graças ao conhecimento familiar transmitido entre gerações. Para preservar essa tradição e garantir a qualidade do produto, o saber fazer da produção do QMA tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2008. No final deste ano, o modo de fazer do Queijo Minas Artesanal poderá ser reconhecido internacionalmente com o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. A candidatura é apoiada pelo Sebrae Minas.

“A conquista do título dará mais visibilidade aos saberes e técnicas que envolvem a produção dos queijos artesanais mineiros, assim como às regiões produtoras, valorizando a gastronomia, a cultura e o agronegócio mineiro, potencializando, ainda, os empreendimentos associados ao turismo e o desenvolvimento econômico dos territórios”, resslata Marcelo de Souza e Silva.

Três regiões produtoras de queijo no estado já conquistaram o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), conferida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). São elas: Serro (2011), Canastra (2012) e Cerrado (2023). A chancela reconhece a autenticidade dos queijos produzidos em determinada região, valorizando a cultura e a tradição local, impulsionando o desenvolvimento econômico do território, fortalecendo a reputação regional e criando mais um diferencial competitivo para o mercado.

Nos últimos dois anos, as regiões do Serro e da Canastra receberam apoio do ALI Indicação Geográfica (IG), iniciativa do Sebrae que auxilia as governanças locais a encontrarem soluções inovadoras para questões práticas da gestão do território. O objetivo é inovar e melhorar os processos de gestão das Indicações Geográficas, considerando sua regulamentação, controle, proteção e promoção. O programa é iniciado com um diagnóstico que identifica os principais desafios e gargalos da IG.

Além do queijo, o ALI Indicação Geográfica já atendeu gratuitamente mais de 400 produtores mineiros nos segmentos de apicultura, café, fruticultura e olericultura.

Queijo artesanal movimenta a economia, a gastronomia e o turismo

Símbolo da gastronomia e um dos grandes motores da economia de Minas Gerais, o queijo artesanal gera emprego e renda para cerca de 30 mil famílias em centenas de municípios do Estado. Além disso, o produto tem sido um atrativo turístico e gastronômico.

Conforme o consultor do Centro de Referência do Queijo Artesanal (CRQA), Elmer de Almeida, além do queijo artesanal ser uma expressão cultural mineira, ele tem grande importância econômica e social para Minas Gerais.

“Os queijos artesanais de Minas Gerais movimentam recursos financeiros em vários municípios de todas as regiões. Socialmente, os produtores se agrupam em associações que fortalecem o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”.

Conforme a analista técnica Paula Lobato, a estimativa é que a comercialização dos queijos artesanais movimente cerca de R$ 6 bilhões ao ano em Minas Gerais.

“Os queijos artesanais para Minas Gerais são muito mais que um produto da economia. Eles têm ganhado uma valorização muito grande na parte cultural e de turismo após ter sido reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Assim, o produto que já era conhecido aqui e fora, ganhou muito mais destaque”, confirma.

Ela explica que a produção dos queijos têm atraído turistas. “As pessoas têm um apreço muito grande pelo turismo, pela gastronomia, por conhecer os locais onde a produção acontece. Em Minas, a produção de queijos está relacionada com as regiões históricas ou com características de natureza muito bonitas. São exemplo a região da Canastra, do Serro, Diamantina, a Mantiqueira. Isso é muito interessante e diversifica a renda dos produtores, que além da renda do queijo têm ganho complementar do turismo”.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias e Diário do Comércio

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