Entenda as diferenças entre o Dia do Cliente e o Dia do Consumidor
No próximo domingo, 15 de setembro, é celebrado o Dia do Cliente. A data tem se firmado ano a ano no calendário varejista. Apesar de muita gente nem notar a diferença, é importante destacar que o Dia do Cliente é diferente do Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março.
Enquanto o Dia Internacional do Consumidor tem suas raízes em um movimento histórico de defesa dos direitos consumeristas e reafirmação da importância das garantias fundamentais a eles asseguradas, o Dia do Cliente nasceu de uma iniciativa de viés comercial, voltada ao fomento das vendas na data e ao papel central do cliente no crescimento dos negócios.
Não à toa, a o Dia do Cliente foi instituído em setembro, período tradicionalmente menos atrativo para o comércio. O mês, até então sem datas oficiais com grande apelo de consumo, se situa entre a comemoração do Dia dos Pais (agosto) e o trimestre que compreende o Dia das Crianças (outubro), a Black Friday (novembro) e o Natal (dezembro), meses de importante aquecimento no volume de vendas.
“A ideia do Dia do Cliente é homenagear aquele cliente fiel, que não abre mão de comprar na loja de sua preferência. É uma celebração à fidelidade desse cliente, além de ajudar a aquecer as vendas em um período carente de atrativos e datas comemorativas. Por isso, vale a pena os lojistas criarem estratégias de fidelização e promover ações promocionais de estoque”, afirma o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra.
Datas comemorativas e intenção de consumo
Frank Sinatra ressalta ainda que as estratégias de venda e fidelização de clientes devem, inclusive, ser aplicadas além das datas comerciais. Uma pesquisa divulgada nesta semana pela FCDL Minas mostrou que, para 57,1% dos mineiros, as datas comemorativas são indiferentes no que tange ao consumo.
“O esforço comercial contribui expressivamente para a conversão da intenção de compras em vendas efetivas. Por isso, é importante que os lojistas invistam constantemente em ações para atrair os consumidores, em qualquer época do ano, e não apenas nas datas comerciais”, explica o economista da FCDL-MG, Vinícius Silva.
O levantamento também apontou que, na ausência de alguma data comemorativa, 51,69% dos entrevistados compram apenas por necessidade, enquanto 23,60% compram para presentear alguém. Outros 12,36% admitiram comprar por impulso e 12,35% disseram que gostam de comprar para presentear a si mesmos.
Clique aqui para conferir a pesquisa completa.
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