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Taxa de desemprego recua a 7,1%, menor índice para o trimestre em 10 anos

Por: FCDL MINAS GERAIS 28 de junho de 2024
Taxa de desemprego recua a 7,1%, menor índice para o trimestre em 10 anos

A taxa de desemprego do Brasil recuou a 7,1% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o indicador retornou ao menor nível para esse período na série histórica, registrado em 2014 (7,1%). A série histórica começou em 2012.

O desemprego estava em 7,8% nos três meses encerrados em fevereiro deste ano, que servem como intervalo de comparação.

O indicador de 7,1% veio abaixo da mediana esperada pelo mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam desocupação em 7,3% no período mais recente.

O número de desempregados foi estimado pelo IBGE em 7,8 milhões até maio. O contingente estava em 8,5 milhões nos três meses imediatamente anteriores.

A população desempregada reúne pessoas de 14 anos ou mais que estão sem ocupação e que seguem à procura de oportunidades. Quem não está buscando vagas, mesmo sem ter emprego, não faz parte desse grupo nas estatísticas oficiais.

Os dados do IBGE integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que abrange atividades formais e informais. Ou seja, o levantamento contempla desde os empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.

Após a crise da pandemia, o mercado de trabalho mostrou retomada no Brasil, com abertura de vagas e aumento da renda média. Analistas ainda veem um cenário positivo para 2024, mas com alguma perda de ritmo ante 2023.

Segundo eles, a força do mercado de trabalho desafia a desaceleração da inflação, especialmente de serviços. Com a expansão dos salários, há possibilidade de consumo maior, o que em tese pode pressionar os preços.

Em meio a revisões para cima nas expectativas de inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom), ligado ao Banco Central (BC), interrompeu o ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, na semana passada.

A taxa foi mantida em 10,5% ao ano. Quando a Selic está em um patamar mais elevado, tenta esfriar a demanda por bens e serviços e, assim, conter a inflação.

A taxa de desemprego já havia marcado 7,5% no trimestre móvel encerrado em abril. O dado, contudo, integra outra série da Pnad. O IBGE costuma comparar trimestres que não tenham meses repetidos, como é o caso dos finalizados em maio e fevereiro.

Com informações do Diário do Comércio

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