Taxa de desemprego recua para 7,8% em 2023, a menor desde 2014
A taxa de desemprego do Brasil atingiu 7,8% na média anual de 2023, apontam dados divulgados nesta quarta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do menor patamar para um ano desde 2014.
No recorte do quarto trimestre de 2023, a taxa de desocupação ficou em 7,4%. O resultado veio após o indicador marcar 7,7% nos três meses imediatamente anteriores.
Na mediana, analistas do mercado financeiro consultados pela agência Bloomberg projetavam taxa de 7,6% para o período de outubro a dezembro do ano passado. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento abrange tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal – ou seja, engloba desde os empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.
No recorte trimestral, a taxa de desemprego já havia marcado 7,5% nos três meses encerrados em novembro. Esse período, contudo, integra outra série da Pnad. A pesquisa reúne três séries trimestrais comparáveis. O ano de 2023, que marcou o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve desempenho acima do esperado da atividade econômica, principalmente no primeiro semestre, quando houve impulso da safra agrícola.
Na visão de analistas, o comportamento positivo do PIB (Produto Interno Bruto) acabou respingando em indicadores de emprego e renda no ano passado. Segundo projeções, a possível desaceleração da atividade econômica, já a partir do final de 2023, deve trazer ritmo menor para o mercado de trabalho em 2024.
Neste ano, a economia não deve contar com o mesmo impulso da safra agrícola. O nível mais baixo dos juros, por outro lado, é visto como possível estímulo para a atividade
Minas Gerais registra saldo de mais de 140 mil empregos formais em 2023
Minas Gerais fechou 2023 com saldo positivo de 140,8 mil vagas preenchidas no mercado de trabalho formal. Esse foi o terceiro melhor desempenho entre os estados brasileiros, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Os dados estão no boletim econômico do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), divulgado nesta terça-feira (30/1) com base nos levantamentos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Segundo o economista-chefe do BDMG, Izak Carlos da Silva, os resultados seguiram conforme esperado. “Minas performou bem no mercado de trabalho em 2023. Um desempenho disseminado entre todos os segmentos, mesmo na agropecuária que tendia a ter um resultado negativo”, analisa.
Recorte mensal
No recorte mensal, no entanto, o Estado não teve o mesmo resultado positivo dos meses anteriores. Na passagem de novembro para dezembro, após dez meses consecutivos em que as admissões superaram as demissões, o saldo de vagas ficou em -46,5 mil em Minas, e também performou negativamente em outros 25 estados brasileiros.
Segundo Izak Carlos da Silva, o saldo negativo está associado à sazonalidade de final de ano, com férias coletivas e encerramento de contratos temporários. “Um processo que é natural e ocorreu também em anos anteriores. Em relação ao Brasil, Minas criou vagas, por exemplo, no segmento do comércio, o que não aconteceu no restante do país”, afirma.
Ainda de acordo com o economista do BDMG, Minas figurou ao longo de 2023 no segundo lugar do ranking entre os estados com mais postos de trabalho criados, mas, foi impactado pelo desempenho da agropecuária. “Grande parte das safras foram no primeiro semestre do ano, período em que Minas registrou os melhores resultados na criação de vagas. Entendo que o setor foi definitivo para isso”, completa.
Confira as cidades com os maiores e os menores saldos de empregos em Minas
Maiores
1º. Belo Horizonte – 31.249 (547.997 admissões e 516.748 desligamentos)
2º. Contagem – 7.664 (121.405 admissões e 131.741 desligamentos)
3º. Uberlândia – 4.309 (140.117 admissões e 135.808 desligamentos)
4º. Uberaba – 3.915 (59.283 admissões e 55.368 desligamentos)
5º. Juiz de Fora – 3.841 (65.992 admissões e 62.151 desligamentos)
6º. Betim – 3.487 (59.850 admissões e 56.363 desligamentos)
7º. São Joaquim de Bicas – 3.087 (7.774 admissões e 4.687 desligamentos)
8º. Montes Claros – 2.776 (45.362 admissões e 42.586 desligamentos)
9º. Pouso Alegre – 2.626 (31.522 admissões e 28.896 desligamentos)
10º. Nova Lima – 2.418 (32.599 admissões e 30.181 desligamentos)
Menores
1º. Ipatinga – -1.717 (42.937 admissões e 44.654 desligamentos)
2º. Paracatu – -1.339 (24.818 admissões e 26.157 desligamentos)
3º. Janaúba – -1.106 (5.460 admissões e 6.566 desligamentos)
4º. Belo Oriente – -844 (4.224 admissões e 5.068 desligamentos)
5º. Brumadinho – -593 (6.051 admissões e 6.644 desligamentos)
6º. Santa Bárbara – -525 (3.352 admissões e 3.877 desligamentos)
7º. Conselheiro Pena – -505 (2.347 admissões e 2.852 desligamentos)
8º. Nova Ponte – -291 (2.381 admissões e 2.672 desligamentos)
9º. Nova Serrana – -246 (17.526 admissões e 17.772 desligamentos)
10º. Conceição do Pará – -238 (556 admissões e 794 desligamentos)
Fonte: O Tempo e Diário do Comércio
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